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MPU | Edital para técnico e analista deve sair no início de julho 18/06/2013

A divulgação do edital do concurso para técnico (níveis médio e médio/técnico) e analista (superior) do Ministério Público da União (MPU) deve ocorrer no começo de julho. Segundo informações da Assessoria de Comunicação (Ascom) do órgão, a princípio, o documento só pode ser liberado depois da realização de todas as etapas da remoção interna de servidores que o Ministério realiza atualmente, cujo término está previsto para o dia 27 deste mês. De acordo com a Ascom, a definição das principais características do concurso, sobretudo o quantitativo de vagas, dependem do resultado deste processo interno. No entanto, conforme já havia informado a assessoria da Procuradoria Geral da República, os preparativos do concurso estão bem adiantados.

Segundo fonte extraoficial, o Cespe/UnB já estaria confirmado como organizador e já teria o edital praticamente pronto, faltando definir cronograma e distribuição das vagas pelos cargos e unidades da federação. Assim como ocorreu no último concurso, é provável que todos os estados sejam contemplados, além do Distrito Federal. Os novos servidores serão lotados nos quatro ramos do MPU: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Militar (MPM) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Atualmente, as carreiras de técnico e analista pagam remunerações de R$5.285,16 e R$8.216,55, respectivamente. Conforme descrito na Portaria nº 302, divulgada pelo órgão no final de maio, o concurso pode abranger mais de 40 especialidades (veja abaixo).

A seleção realizada em 2010 teve perfil parecido com o que se espera da próxima, uma vez que também atendeu a várias áreas. Na ocasião, os candidatos realizaram prova objetiva e redação - esta última exceto aos concorrentes nos cargos de técnico de apoio especializado em segurança e em transporte. A avaliação objetiva contou com 150 itens, onde os candidatos deveriam avaliar cada um deles pelos comandos “certo” e “errado”. Foram 60 perguntas de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Noções de Informática, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Legislação Aplicada ao MPU, dependendo do cargo/área) e 90 de Conhecimentos Específicos. Por tradição, o MPU costuma convocar mais aprovados do que o estipulado nos editais, sobretudo nos últimos, já que a instituição teve uma perda significativa de funcionários para órgãos legislativos, como a Câmara e o Senado. Especificamente em 2010, das 120 vagas, mais cadastro de reserva - sem contar as oportunidades para os cargos de técnico administrativo e analista processual (cujo edital já foi divulgado e o resultado está previsto para esta terça, 18), foram 1.270 nomeações. Os servidores do MPU são contratados no regime estatutário, ou seja, com garantia de estabilidade.

Veja as prováveis especialidades do concurso

Analistas

Apoio Técnico Administrativo (Arquivologia, Atuarial, Biblioteconomia, Comunicação Social, Estatística)
Apoio Técnico Especializado (Finanças e Controle, Gestão Pública, Planejamento e Orçamento)
Medicina (Cardiologia, Clínica Médica, Dermatologia, Endocrinologia, Fisiatria, Ginecologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Psiquiatria)
Perícia (Antropologia, Arqueologia, Arquitetura, Biologia, Contabilidade, Economia, Engenharia Agronômica, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Minas, Engenharia de Segurança do Trabalho, Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária, Geografia, Geologia, Medicina do Trabalho, Oceanografia, Tecnologia da Informação e Comunicação)
Saúde (Enfermagem, Farmácia/Bioquímica, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social)
Tecnologia da Informação e Comunicação (Desenvolvimento de Sistemas Suporte e Infraestrutura)


Técnico

Apoio Técnico Administrativo (Controle Interno, Edificação, Orçamento, Segurança Institucional, Tecnologia da Informação e Comunicação, Transporte)
Saúde (Enfermagem, Laboratório, Saúde Bucal, Saúde)


Pegadinhas provocam divergência

Como o edital do novo concurso do Ministério Público da União (MPU) ainda não foi divulgado, não há muitas informações a respeito da seleção. O que se tem quase certeza, por exemplo, é em relação a algumas disciplinas que serão incluídas no programa, como Direito Constitucional. Conversamos com dois especialistas no tema, que deram suas opiniões sobre a prova para técnico administrativo, um dos cargos que provavelmente serão oferecidos. O professor Sylvio Motta, que leciona na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj), acredita que a banca organizadora do concurso será o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). “Muito provavelmente. É quase 100% de certeza". Cleverson Amaro, que dá aulas de Direito Constitucional concorda. “A banca deve permanecer a mesma.”

Com relação ao conteúdo, Motta ressalta que ele é relativamente simples, e que as questões são centradas, e não fogem do programa. Segundo os dois professores, o nível de prova será o mesmo do concurso anterior. Sylvio Motta relembra que, na prova anterior, havia questões sobre Poder Judiciário, Direito Constitucional Positivo e Teoria da Constituição. Cleverson Amaro ressalta que havia, ainda, questões sobre nacionalidade. Embora, segundo o professor da Emerj, não haja pegadinhas nas avaliações da banca, o candidato deve estar atento, pois as avaliações não costumam ser literais, ou seja, não são óbvias. Por isso, o candidato deve ter raciocínio lógico. Já o professor do curso Degrau Cultural discorda. “Os exames do Cespe costumam ter pegadinhas, sim. A banca costuma trocar a última palavra de uma questão sobre Direito Constitucional, a fim de confundir o candidato”, adverte.

Para aqueles que vão fazer o concurso para técnico administrativo, Sylvio Motta orienta que estudem Direito de Garantias Fundamentais, Poder Judiciário e Funções Essencias à Justiça. Como referências bibliográficas complementares, Cleverson Amaro aconselha os livros de Marcelo Alexandrina e Marcelo Novelino, sobre Direito Constitucional. “Além disso, é sempre bom atentar para os exames anteriores dos ministérios públicos estaduais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.”


Fonte | Folha Dirigida