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Polícia Civil-RN inicia escolha banca do concurso com 302 vagas. 12/06/2019


Os preparativos para o próximo concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foram retomados em março deste ano, após terem sido suspensos por determinação do Ministério Público, e agora o processo para escolha da banca organizadora foi iniciado.  

A expectativa da Secretaria de Administração e Recursos Humanos do Estado (Searh-RN) é definir qual será a empresa até setembro. As informações foram transmitidas à FOLHA DIRIGIDA nesta terça-feira, 11. O edital da seleção segue previsto para sair ainda este ano, no segundo semestre. Após a definição da banca a publicação deverá ocorrer logo em seguida, considerando que os trâmites estão adiantados.

A oferta será de 302 vagas, sendo 41 de delegado, 26 de escrivão e 235 de agente de polícia. Todas essas carreiras exigem formação completa de nível superior. Para a de delegado a remuneração inicial é de R$12.303,27, valor que pode chegar até R$18 mil com as progressões. Já para agente e escrivão, que possuem ganho igual, o valor inicial é de R$3.022,11 podendo alcançar R$6.266,65 no topo das carreiras.

Concurso Polícia Civil-RN é aguardado desde 2016 

O concurso Polícia Civil-RN foi anunciado há três anos, com edital previsto para sair em 2017. No entanto, os trâmites foram paralisados no final daquele ano devido à falta de orçamento. Inicialmente a previsão era que fossem ofertadas 142 vagas. Em maio de 2018 os preparativos foram retomados, mas a comissão organizadora foi anulada em outubro. 

A medida foi tomada após recomendação do Ministério Público, que pediu anulação de todos os atos do grupo realizados até aquele momento.  O motivo alegado foi que os membros eram dois servidores da Searh-RN e dois delegados de Polícia. 

Foram ignoradas as regras de participação dos representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público Estadual e dos servidores eleitos diretamente pelas categorias da própria Polícia Civil.

O processo de escolha da banca também já tinha sido iniciado e foi revogado. Segundo as informações do MP, a comissão teria escolhido o Instituto Acesso, o que também foi questionado pela Justiça.  Na ocasião, a Procuradoria-Geral do Estado apontou diversas irregularidades na contratação de empresa. Somente no início deste ano o governo reformulou a comissão e anunciou a retomada dos preparativos. 

Fonte: folha dirigida